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terça-feira, 4 de maio de 2010

Lojas que Oferecem Produtos Grátis em Troca de Opinião Chegam a SP

Lojas que oferecem produtos grátis em troca de opinião chegam a SP
Primeiro modelo será inaugurado em maio; outra franquia abre em junho.
Consumidor paga anuidade simbólica e deve preencher questionários.


 Sample Central será na Rua Augusta; clube Amostra Grátis ficará na Vila Madalena (Foto: Divulgação)

Entrar em uma loja e comprar produtos novos, que acabaram de ser lançados no mercado ou em fase de reformulação normalmente é uma experiência conflitante. Apesar da excitação com o novo, sempre há o receio de que o item possa não funcionar para suas necessidades – além do custo embutido. A partir deste mês, em São Paulo, essa experiência se tornará mais fácil com a abertura de duas lojas que oferecerão produtos gratuitos aos consumidores ao custo de uma anuidade simbólica – em troca apenas da opinião de quem o levou para casa.

O primeiro a abrir as portas será o Clube Amostra Grátis. Nele, o consumidor, após pagar uma taxa anual de R$ 50 para se cadastrar, pode adquirir até cinco produtos por mês – entre roupas, calçados, bolsas, alimentos, bebidas, cosméticos, produtos e entretenimento, entre outros. Em casa, eles têm até sua próxima visita para responder a um questionário pela internet.

Eletrônicos e outros produtos de valores mais altos podem ser testados na loja. Preencher o cadastro deles – em casa ou no próprio estabelecimento – rende pontos que podem aumentar o limite de retirada no futuro. “É um modelo de negócios que estava faltando em São Paulo. A pessoa leva o produto para casa como um todo, não vê só a amostra”, diz o empresário Luiz Gaeta, um dos donos do negócio. Os futuros “sócios” do clube já podem fazer seu pré-cadastro pela internet – a loja abre oficialmente no dia 11 de maio.

Com previsão de abertura no fim de junho, a Sample Central, franquia de uma rede japonesa, também já está em fase de pré-cadastramento. Nela, os clientes pagarão uma taxa de R$ 15 por ano para levar, em cada visita, cinco produtos com valor até R$ 100 cada um – neste caso, são permitidas visitas diárias, de segunda a sábado. A variedade de produtos é a mesma do Clube Amostra Grátis, e eletrônicos também devem ser testados na loja.

Com maior possibilidade de visitas, o prazo para o preenchimento do questionário com a opinião sobre o produto é menor – de cinco dias corridos. No caso da Sample Lab, entretanto, o foco maior são produtos novos – a serem lançados ou que acabaram de chegar ao mercado. “Acho que a pessoa tem três motivos para participar: procurar o grátis, ter acesso a lançamentos e ajudar a marca a construir um produto melhor”, explica o publicitário João Pedro Borges, um dos sócios da franquia, que tem como parceira o Ibope na validação das pesquisas.

Apesar de as duas lojas levarem o conceito de “amostra” no nome, ambas oferecem produtos em seu tamanho original. E mesmo com semelhanças em sua essência – nas duas é preciso ser cadastrado para participar – os dois modelos apresentam diversas diferenças, como localização e acesso aos produtos. Confira abaixo as principais.

Com hora marcada
Assim como na matriz japonesa, na Sample Central é preciso marcar horário para entrar na loja e escolher seus cinco produtos. “Queremos garantir que a experiência de consumo seja boa. Cada pessoa pode ficar um período de até uma hora dentro da loja, e podemos atender até 70 clientes ao mesmo tempo”, explica Borges. Entretanto, se a pessoa não tiver agendado o espaço, mas for cadastrada, pode entrar se houver horário disponível no momento procurado.

Dentro da loja, o consumidor irá encontrar até 150 itens diferentes. Já em casa, após utilizar o cosmético, provar a bebida ou usar o calçado retirado na loja, o consumidor deve acessar seu cadastro no site da Sample Central e responder um questionário para cada produto – com seis a dez perguntas fechadas e uma aberta, optativa. A loja será montada na Rua Augusta, próximo à Avenida Paulista – para garantir acesso fácil e presença de clientes em todos os horários ao longo do dia.

Caso consiga um novo horário para voltar antes de cinco dias – prazo para preencher os questionários – o cliente precisa ter respondido ao menos um para ter suas “compras” liberadas novamente.

Sem hora marcada
Por permitir a retirada de apenas cinco produtos por vez – em até cinco visitas – o acesso ao Clube Amostra Grátis é mais livre, sem necessidade de agendamento. “A pessoa pode ir quando estiver livre, tiver um intervalo em seus compromissos”, diz Gaeta.


Os empresários Denis Shimada e Luiz Gaeta, do Clube Amostra Grátis, com os produtos que estarão na loja (Foto: Juliana Cardilli/G1)

Entretanto, a ideia é direcionar o negócio para um público mais restrito, para garantir o atendimento. Segundo o empresário, a procura pelo pré-cadastro está acima do esperado – e os cadastros podem ser interrmpidos quando chegarem a 20 ou 30 mil clientes, dependendo de como ficará o atendimento.

Gaeta acredita que será possível atender até 250 pessoas ao mesmo tempo, com acesso a uma média de 150 itens diferentes. Ele ressalta que o foco, para as empresas, não é oferecer produtos quase de graça – e sim melhorar a relação com os clientes. “Para o fabricante interessa a resposta, o retorno do cliente”, explica. A loja será aberta na Vila Madalena.

Incentivos
Como o grande negócio dos projetos é produzir opiniões dos consumidores para as grandes marcas, as duas lojas aplicam punições para a falta de questionários – e incentivos para sua resposta completa.

No caso da Sample Lab, ter questionários pendentes depois do prazo diminui o número de produtos que podem ser retirados na próxima visita – duas pendências, por exemplo, reduzem as retiradas de cinco para três itens. E se a pessoa acumular dez questionários sem preenchimento em um ano, o cadastro é cancelado. Fazer tudo dentro dos prazos rende pontos, que aumentam as vantagens do cliente ao longo do tempo.

No Clube Amostra Grátis, o esquema é mais restritivo – apenas um questionário pendente já impede a retirada de qualquer produto na visita seguinte.

Para incentivar a presença na loja – e com isso, garantir mais empresas interessadas no negócio –, as duas marcas apostam na experiência de consumo livre. “É diferente da loja tradicional, que tem vendedor que fica atrás do cliente”, diz Borges. “Na gôndola não tem publicidade, a embalagem do produto já é a propaganda. Também não tem preço – a pessoa escolha o que quiser, sem se preocupar com isso”, afirma Gaeta.

As duas lojas compartilham apenas duas restrições: não serão oferecidos cigarros entre os itens expostos, e bebidas alcoólicas só serão liberadas mediante a apresentação de documento de identidade.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Consumidor Virtual - Formador de Opinião

Na internet, consumidor forma sua opinião. E pode até mudar de ideia.

Mais de 90% dos internautas pesquisam na web antes de comprar um produto ou contratar um serviço. Este é um dos números de estudo divulgado pela empresa de pesquisas TNS Research International. E a influência do consumidor no processo de compra não para por aí.

O boca-a-boca digital marca a sua presença: 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar sua opinião sobre uma compra ao encontrarem uma opinião negativa e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

No relatório, intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação de visibilidade de empresas e marcas. Ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem como atuar junto aos consumidores da web.

Realizada em janeiro, a pesquisa entrevistou mil usuários da web de ambos os sexos, com idade de 16 a 35 anos, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Salvador (BA).

E-commerce no radar

Segundo o levantamento, o porcentual dos que usam a internet para pesquisar sobre produtos e serviços antes de comprar ou contratar é de 92%. Para estes, as principais fontes são os sites de e-commerce e os serviços de comparação de preços na web.

O uso prioritário da rede para visualização de e-mails faz parte do perfil de 99% dos entrevistados, seguido pelo uso de redes sociais (93%) e serviços de mensagens instantâneas (92%).

Os dados da TNS Research ajudam a entender as principais atividades dos internautas em cada um dos principais segmentos de interação online (blogs, sites, fóruns, redes sociais e entretenimento) e quais são as implicações disso para o setor de marketing.

O uso das redes sociais como veículo para compartilhar de informações (43%), por exemplo, pode ser explorada por campanhas de marketing viral. É o caso da campanha de lançamento da operadora Aeiou: em 2008, a empresa gravou um vídeo promocional com algumas figuras populares do YouTube.

Interessados em divulgar a nova aparição de cada um dos personagens, anteriormente conhecidos por alguma situação interessante ou engraçada, os próprios internautas divulgaram entre si a marca da empresa.

Para as companhias que querem explorar esse potencial, a gerente da área de consumo da TNS, Ana Sequeira, avisa: a interação da empresa com a comunidade online deve ser sutil e não invasiva.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Raio X do Consumidor Brasileiro

Como muitos sabem, estive afastada do blog por motivos profissionais. Estava em São Paulo, em viagem pela empresa e retornei na última quarta-feira, dia 07/04.
Desejo, com atraso, uma Feliz Páscoa e com prévia um ótimo final de semana a todos que visitam o blog.

O Raio X do Consumidor Brasileiro
Por Marcelo Brandão

Pelo 5° ano seguido o consumidor brasileiro foi alvo do Observador, uma pesquisa que mensura o consumo do cidadão. Nesta edição – que apresentou a avaliação do ano de 2009 - o destaque foi a retomada do consumo e o aumento do otimismo da classe C em relação aos anos anteriores, e a introdução de um novo capítulo sobre consumo responsável.

Criado há mais de 20 anos na França e presente em 13 países, o Observador tornou-se o barômetro do consumo ao longo do tempo. Trata-se de uma ampla pesquisa da Cetelem (financeira do grupo francês BNP Paribas) em conjunto com a Ipsos.

Na manhã de 6 de abril, na sala Amazônia do Hotel Renascence, em São Paulo, a imprensa da capital foi convidada para a apresentação da 5° edição do projeto. Na linha de frente dos bens consumidos encontramos a alimentação, o vestuário e a moradia - requisitos básicos e indispensáveis.

O avanço da classe C, também foi um dos destaques da pesquisa, com a entrada de 20 milhões de pessoas nesta classe. “Percebemos um grande aumento na renovação de bens como eletrodomésticos, móveis e também um avanço na categoria de lazer e viagens”, aponta Marcos Etchegoyen, diretor geral da Cetelen.

“São reflexos de alguns fatores que fizeram aumentar a renda do brasileiro, como o aumento de emprego, inclusive o contrato de não assalariados”, concluí o diretor.

O projeto

O público entrevistado foi de 16 anos ou mais e representa 73% da população total do País. Foram feitas 1.500 entrevistas domiciliares em 70 cidades, entre elas, as 9 regiões metropolitanas do Brasil.

Renda

De maneira geral, a distribuição da população por classes de consumo se manteve estável de 2008 para 2009. Nos últimos 5 anos a classe C cresceu 15 pontos percentuais; enquanto as classes DE decresceram 16 pontos percentuais. As classes AB permaneceram estáveis em todos os anos.

Internet e consumo

A grande tendência da internet como fonte de consulta para a compra de quase todos os itens pesquisados - principalmente eletrodomésticos e itens de lazer/viagem - foi um dado que chamou a atenção dos pesquisadores.

A renda familiar média de quem utiliza a internet para estes fim é de R$ 2.130,00, já entre os que não a utilizam é de R$ 1.488,88.

Consumo consciente

Em parceria com o instituto Akatu (instituição focada na mudança de comportamento do consumidor) o Observador, pela primeira vez, classificou essa categoria de consumidor dividindo-a em 4 perfis: Indiferentes, Iniciantes, Comprometidos e Conscientes.

A definição dos grupos é feita por uma bateria de 13 comportamentos de consumo, que vão desde o hábito de evitar deixar as lâmpadas acesas em ambientes desocupados, até apresentar queixa a algum órgão de defesa do consumidor.

Esta parte do estudo revelou que a maioria, 65%, são Iniciantes (aqueles que adotam entre 3 a 7 comportamentos), enquanto que apenas 4% são consumidores Conscientes (que adotam de 11 a 13 comportamentos).

A surpresa ficou por conta dos Comprometidos (aqueles que adotam de 8 a 10 comportamentos) revelando que as mulheres são a maioria neste grupo.

Evolução

Nos dados evolutivos a pesquisa detectou uma grande estabilidade do consumidor, destacando um aumento geral na segurança para financiamentos.

Dentro da pesquisa a palavra otimismo foi escolhida pela grande maioria para definir o futuro, confirmando uma das principais características dos brasileiros. Porém, vale lembrar que a pesquisa foi realizada no final do ano de 2009, o que inevitavelmente, seria uma época permeada por este sentimento.

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Internet Desafia Metodologias e Resultados de Pesquisa

Boa Tarde,

Ausentei-me do blog nos últimos dias por questões particulares. A falta de tempo e o excesso de trabalho, me fez deixar o blog sem atualizações por 10 dias.

Portanto, segue um artigo publicado no Mundo do Marketing sobre a mudança do comportamento do consumidor que afeta, diretamente, o resultado de pesquisas.

Internet Desafia Metodologias e Resultados de Pesquisa
Mudança no comportamento do consumidor e técnicas estão na pauta de discussão

A pesquisa está entre as centenas de atividades que a internet provocou mudança radical. Além de ser mais um ambiente de interação, relacionamento e consumo a ser considerado por quem analisa o comportamento do consumidor, ela serve de campo de observação da realidade em tempo real. Não é por acaso que o tema esteve presente em praticamente um terço das apresentações discutidas no 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa de Mercado, realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa.

A web mudou o comportamento das crianças brasileiras de 4 a 12 anos. Elas são as que mais acessam a internet no mundo, segundo pesquisa realizada pela Millward Brown Brasil em 12 países. Aqui, elas passam 13 horas conectadas principalmente jogando on-line. Com a web, as crianças se tornam multiplataforma e superconectadas. O desafio das marcas é chamar atenção delas com uma experiência divertida.

O estudo brasileiro envolveu oito grupos de discussão, formados por mães e crianças das classes ABC. Hoje, o brinquedo divide espaço com a internet e com o celular. O diário virou blog e não são mais os pais que escolhem o que as crianças compram, mas elas próprias. Assim como a TV, todos querem ter o seu computador no quarto, o que na classe C é aspiracional. Quando o assunto é rede social, os pré-adolescentes são a maioria por a utilizarem como convívio.

Branding digital

A internet ganha também um papel cada vez mais importante na construção de marcas. “É o que chamamos de círculo virtuoso do branding, onde consumidores digitais são mais jovens, mais bem informados, pesquisam mais e compram mais pela web. O conhecimento sobre marcas os tornam influenciadores de outras pessoas. Por isso, vale a pena investir neste consumidor”, afirma Valkiria Garré (foto), Diretora Executiva da Millward Brown do Brasil.

Os adolescentes estão buscando jogos, redes sociais, músicas, vídeos e mensagens. Já os adultos estão em busca de notícias, basicamente. Pesquisa feita pela Millward Brown do Brasil aponta para um relacionamento entre adolescentes e marcas baseado em roupa, tênis e tecnologia. “Apesar de extremamente ativo na web, o jovem tem dificuldade de falar de propaganda na internet. Tanto positiva quanto negativamente”, diz Valkiria.

Assim como os mais jovens, os adultos também procuram marcas na web após verem uma propaganda na TV. Como a Coca-Cola, por exemplo. O estudo mostra que 13% dos internautas descobriram a marca de refrigerantes na internet por meio da TV. Outro dado interessante é de que, tanto adultos quanto jovens, pesquisam preços na web e compram na loja por motivos de segurança.

Etnografia Digital

A chamada Etnografia Digital também ganha força e se percebe que as mulheres da classe C que acessam a internet ganham uma nova vida digital. É o que indica a pesquisa desenvolvida pela Predica e pela Multifocus com mulheres, donas-de-casa, de 25 a 49 anos, de São Paulo. Quarenta por cento delas passam mais de duas horas conectadas por dia, sendo que 83% acessa a rede todo os dias, principalmente a tarde. O estudo mostra os hábitos de navegação e indicam a preferência por sites de relacionamento (44%), informação (38%), entretenimento (10%), compra on-line (6%) e serviços (2%).

Durante 11 dias de levantamento, o estudo apresentado por Claudia Woods (foto), diretora de inteligência e Marketing da Predicta, registrou 94.250 acessos e 2.700 links diferentes. A internet reflete uma mudança de hábito das mulheres. Trinta e três por cento delas a utilizam como passatempo melhor que a televisão, 78% se sentem mais globalizadas, 15% chegou a se dizer mais inteligente e 26% se sentem seguras em comprar on-line. Elas ainda participam de redes sociais (94%), acessando principalmente o Orkut.

Estas mulheres também vão ao banco virtualmente (23%) e acabam migrando seus hábitos de consumo para o ambiente on-line, principalmente com relação a mídia, pois 66% delas estão lendo menos jornais, 61% assistem menos a TV e 54% ouvem menos o rádio. Na hora de comparar preço, mais de metade (60%) afirmou que não gasta mais sola de sapato indo às lojas, fazendo a comparação on-line.

Pesquisa on-line

Para as empresas anunciantes na web, duas ótimas notícias: 55% lembram de propagandas on-line e 32% delas já participaram de promoções pela internet. Na hora de comprar, 63% buscam informação de produtos nos sites das empresas e 12% publicam suas opiniões sobre uma marca em fóruns e comunidades.

E a pesquisa pela internet? Avaliar comunicação e fazer pré-teste de campanhas pela internet dá o mesmo resultado que presencialmente, é 50% mais rápido e até 20% mais barato, aponta a GFK Brasil. Um estudo feito para a marca Elsève serviu de caso de sucesso para mostrar que o formato de pesquisa deve e precisa evoluir, assim como a comunicação e o consumidor mudaram nos últimos anos.

Alguns mitos caíram por terra. Da mesma forma que no ambiente tradicional, a pesquisa pela internet está sujeita aos mesmos vieses que a tradicional. Apesar do perfil dos respondentes na web ser mais jovem e com maior poder de consumo, pode-se segmentar a base amostral, tamanho e o acesso ao consumidor on-line hoje. E a riqueza das respostas, é boa? “Não é porque está on-line que terá uma resposta pobre. É possível ter um material de qualidade pela internet”, aponta Cristina Jensen, da GFK.

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Para que Twitter, se não usa?

Só na teoria. Metade das empresas que têm o microblog não se relaciona com os clientes pela rede social
Para que Twitter, se não usa?

Em teste feito pela reportagem com 20 empresas, apenas 11 responderam
Ana Paula Pedrosa

O consumidor que procura uma empresa pelo Twitter corre o sério risco de falar sozinho. Apesar de estarem presentes em massa no microblog, a rede social do momento, muitas empresas simplesmente ignoram o que o seguidor tem a dizer. A reportagem testou a comunicação entre as companhias e os usuários do Twitter, enviando mensagens a 20 empresas, das quais 11 responderam, ou seja, 55%.

Foram enviados tweets (mensagens publicadas no microblog) a empresas de diversos setores - shoppings, operadoras de telefonia, redes de varejo, companhias aéreas e Cemig - com perguntas simples, como horário de funcionamento ou pedidos de informação sobre alguma promoção ou serviço.

O setor mais atencioso foi o de shoppings: todos responderam aos questionamentos sobre promoções e horário de funcionamento. Entre as companhias aéreas, apenas a Azul respondeu como remarcar uma passagem.

Entre as quatro operadoras de celular (Tim, Claro, Vivo e Oi), apenas a Oi deu retorno explicando como portar uma linha.

Para as redes de varejo online, o pedido foi de oferta de porta-retrato digital. Das seis lojas procuradas, três responderam. Uma delas, o Walmart, até colocou o produto em promoção e ainda avisou via Twitter. A Cemig, que foi questionada sobre como pedir a troca de uma lâmpada queimada em um poste, também não respondeu.

Falhas. Quem não respondeu está cometendo um dos piores erros que se pode ter em uma rede social, que é não se relacionar, dizem especialistas. "A empresa perde a oportunidade de aproximação que o próprio cliente criou", diz o diretor da Plan B, agência especializada em marketing digital, Daniel Negreiros. Ele diz que a audiência do Twitter é qualificada justamente porque as pessoas escolhem a quem seguir, e as empresas não têm tratado adequadamente esse público.

"É um cliente especial, que vê algum valor naquela empresa e opta por segui-la", concorda o diretor da Web Consult, especialista em marketing digital, Leonardo Bortoletto.

Ele diz que muitas empresas não administram bem as redes sociais e o Twitter, onde estão os maiores erros, justamente por ser uma rede dinâmica, que exige mais agilidade das empresas. Segundo os especialistas, grande parte das empresas vai para o Twitter com a mentalidade da propaganda tradicional, de mostrar o que é bom e esconder o que é ruim, e esse método não funciona no microblog. No Twitter, a receita para ganhar credibilidade é dialogar, mostrando os acertos, tirando dúvidas e explicando os erros.

Ignorado
Questiona promoção e fica sem resposta

O universitário Daniel Faria de Freitas passou pelo dissabor de tentar falar com uma empresa e ser ignorado. Em fevereiro, ele e os amigos questionaram insistentemente a Saraiva a respeito de uma promoção, sem sucesso. “Postamos no Twitter e no Orkut nossa indignação. Enviamos e-mails para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e não tivemos respostas”, diz Freitas.

Ele teve uma foto selecionada para a etapa final de uma promoção que daria um Xbox, o videogame da Microsoft, ao mais votado. Pelo regulamento, a votação seria encerrada às 17h do dia 12 de fevereiro, mas o término só aconteceu uma hora mais tarde.

Daniel conta que pediu votos para os amigos e diz que, no horário previsto para o término da enquete, liderava a votação com folga. “Faltando poucos minutos para as 17h, cheguei a receber os parabéns, pois todos achavam que havia acabado”, diz. Com uma hora a mais de promoção, porém, ele foi ultrapassado por um concorrente.

O diretor de internet da Saraiva, Rodrigo Poço, só foi informado do caso pela reportagem. Ele disse que a empresa está analisando a situação e deverá entrar em contato com Daniel. “Não queremos que ele se sinta lesado”, diz. Poço afirma também que a Saraiva ainda está desenvolvendo um sistema para se comunicar com os seguidores no Twitter e em outras redes sociais. “Hoje, não fazemos isso, mas estamos percebendo essa demanda”, afirma.
Publicado em: 15/03/2010

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Dia do Consumidor

Consumo Consciente, por Têmis Limberger*

Dia 15 de março é o Dia Internacional do Consumidor, porque John Kennedy, presidente dos EUA, em 1962, enviou mensagem ao Congresso sobre a proteção dos consumidores. No Brasil, o direito do consumidor é previsto na Constituição e disciplinado no Código de Defesa do Consumidor. O consumo faz parte da vida de todos, porém não podemos cair no consumismo.

Hoje, vende-se a ideia equivocada de que a felicidade se compra em shopping center, numa cultura de bens e valores descartáveis, em que o consumo nem sempre é motivado por necessidades reais, mas pelo prazer efêmero, perspectiva de aceitação pelo grupo social, ou mesmo pela busca não definida da felicidade, identificada por meio dos produtos consumidos: roupa de marca conhecida, modelo de carro, tênis etc. Nessa ausência de valores, as crianças e jovens são alvos fáceis da sociedade de consumo. A criança influencia 80% das decisões das compras da família, pesquisa da TNS InterScience. Entre as principais causas desse cenário, está a permanente exposição da garotada a ações e campanhas que estimulam o consumo de forma inconsequente. O impacto é potencializado pelo tempo que as crianças e adolescentes passam na frente da TV: são, em média, duas horas por dia, IBGE/2009. A Organização Mundial da Saúde recomenda que esse tempo não ultrapasse uma hora diariamente. Entre as consequências do consumismo exagerado, estão obesidade infantil, erotização precoce, violência urbana, decorrente da busca por produtos caros e a diminuição de brincadeiras criativas, que são fundamentais para o desenvolvimento das crianças. O mercado enxergou nos nossos pequenos uma rentável fonte de lucros e se aproveitou da vulnerabilidade infantil. A criança de quatro anos não consegue diferenciar um comercial de um programa. Por isso, é importante a regulamentação no Brasil da propaganda dirigida às crianças, tal qual ocorre em outros países. Regrar não significa censurar. Assim, indispensável a adoção de medidas preventivas, começando pela conscientização dos cuidadores infanto-juvenis. No centro do problema, estão os valores repassados às futuras gerações. A sociedade de consumo exalta o ter, porém é necessário resgatar valores do ser para fortalecer a dignidade da pessoa humana. É importante lutar pelos direitos do consumidor, mas dizer não ao consumismo.

*Promotora de Justiça

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domingo, 14 de março de 2010

Varejo no Brasil se torna foco do mercado mundial

Varejo no Brasil se torna foco do mercado mundial
Pesquisa da Ipsos mostra mudanças nos hábitos da indústria e dos consumidores

As mudanças climáticas e comportamentais estão refletindo em ações de Marketing no varejo. Desde os anos 1950, a variação de foco da indústria varejista mirou nas vendas, no produto, na propaganda, no Marketing Promocional junto ao ponto-de-venda até que, no ano 2000, o varejo resolveu, enfim, apostar no consumidor e, mais recentemente, no shopper, ou comprador. Isto é o que mostra uma pesquisa da Ipsos sobre a realidade do consumo varejista no Brasil.

Estas mudanças são provenientes das transformações ocorridas no mercado ao longo de 60 anos. Se antes havia uma baixa oferta de produtos e um pequeno número de empresas no setor, a industrialização do varejo e o amadurecimento do consumidor trouxeram a concorrência. Em seguida, já nos anos 1990, a internet apresenta lojas virtuais e o consumidor passa a ser o objeto de desejo das empresas, que, por sua vez, investem em programas de fidelidade por necessidade.

No mercado atual, o poder está totalmente concentrado em quem compra e não mais em quem vende. As empresas já começaram um processo de produção para consumo rápido, saturação de mensagens e o controle para que elas não se tornem evasivas. São muitas mudanças, de fato. A bola da vez é a aplicação e não mais o discurso apenas, sobre os efeitos do consumo no meio ambiente.

Brasil no centro do varejo mundial
A segmentação está em voga. Se antes a indústria varejista baseava-se em seu conhecimento de mercado, hoje não há espaço para uma empresa que não analisa e nem valoriza o comportamento, os hábitos e as preferências de seus consumidores. “A realidade hoje é outra. Antes a marca criava o produto e o vendia. Agora o varejista analisa o comportamento do consumidor para elaborar um produto”, diz Valéria Rodrigues, diretora de varejo da Ipsos.

Durante a reunião do Comitê de Promoção, Trade e Varejo da ABA Rio, realizada na ESPM-RJ, Valéria apresentou as tendências discutidas durante a NRF 2010, evento mundial sobre as novidades e expectativas do varejo. Os planos para os próximos anos animam até o mais pessimista empresário brasileiro. A expectativa é de que o país cresça 5,5% no PIB, que o investimento estrangeiro aumente 46% e que a produção industrial cresça 8,41% em 2010 em relação a 2009.

Em outras palavras, o Brasil é a bola da vez no varejo mundial. Com cerca de 66 milhões de internautas (dados da Ipsos em 2008), 61% deles está enxergando o e-commerce como comodidade para não ter que sair de casa para efetuar uma compra. De acordo com a pesquisa feita há dois anos, o preço (51%), a facilidade (44%), a rapidez (34%) e a segurança (28%) são os principais diferenciais das lojas virtuais.

Internet X sustentabilidade
O e-commerce apresenta grande aceitação no Brasil indiferente da classe social do internauta. Basta ver os dados de outra pesquisa da Ipsos no ano passado, que mostram uma pequena variação entre a intenção de compra de e-consumidores das classes A, B, C e D.

Falar de internet e consumidor hoje é sinônimo de redes sociais. “Nelas, 34% dos internautas brasileiros já postaram algum texto sobre marcas e empresas”, aponta Valéria. A afirmativa é baseada em uma pesquisa da McCann em 2008. No Brasil, esta atividade é mais comum que no resto do mundo. O mesmo estudo constatou que o português é o terceiro idioma mais popular do Twitter, ou seja, 9% dos posts em todo o planeta são feitos na nossa língua.

A outra tendência do varejo é a sustentabilidade. Se já não bastasse salientar a importância disso diariamente e tornar, às vezes, este assunto em algo repetitivo, a verdade é que o tema deixa de ser discurso para ser estratégia. Veja o Walmart Brasil. Entre suas metas para os próximos anos, há um planejamento sustentável para produtos, clima e energia, e resíduos dos pontos-de-venda.

Indústria e consumidor engajados
“A empresa já fala em sustentabilidade há três ou quatro anos, com metas agressivas que englobam a companhia de ponta a ponta. Sem falar que uma em cada três pessoas busca informações sobre sustentabilidade nas empresas”, afirma a diretora de varejo da Ipsos com base em um estudo feito pelos institutos Akatu e Ethos entre 2006 e 2007.

A tendência da sustentabilidade no varejo brasileiro não é só por parte da indústria. O consumidor também está engajado na causa. Prova disso é que o Brasil tem o mesmo índice de consumidores que mudaram seus hábitos de compra para ajudar o meio ambiente do que média da América Latina. Em compensação, na Europa este índice é de meros 8%, seguido de 11% dos americanos.

Porém, os números apresentados pelos consumidores do velho continente e os da terra do Tio Sam não significam despreocupação com a causa verde. “Na Europa, por exemplo, fala-se menos em mudança de hábitos em prol do meio ambiente porque lá os consumidores mudaram seu comportamento de compra há muito tempo”, conta Simone Terra, diretora da Simone Terra Soluções de Mercado e Conselheira do Comitê de Promoção, Trade e Varejo da ABA.


Marcas próprias ganham mercado
Outra tendência do varejo são as marcas próprias. Hoje, estes produtos já fazem parte da lista de compras de muitos brasileiros e mais ainda dos consumidores europeus e americanos. A Ipsos constatou que sete entre cada 10 shoppers avaliam as marcas próprias como produtos de qualidade tanto quanto os itens mais caros das gôndolas.

Dentre os fatores que contribuíram para o crescimento e a aceitação destes produtos na indústria e nos lares é a confiança na rede varejista em primeiro lugar. Além de serem vistos com qualidade igual a dos produtos líderes de mercado, o menor preço destes utensílios de marca própria são vistos como resultado de um esforço comercial para atender as necessidades dos consumidores.

A pesquisa apontou para 43% de americanos e 41% de europeus que compram estes produtos com frequência. No Brasil e na América Latina, são 32% e 37% respectivamente. Segundo dados da Nielsen, no ano passado os itens de marca própria aumentaram 23% em relação a 2008. "Em breve, as marcas próprias se equipararão às líderes de mercado”, prevê Valéria.


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